terça-feira, 29 de setembro de 2009
Apostila de História da Paraíba - download
http://www.4shared.com/file/99040775/14c90e80/Histria_da_Paraba__do_perodo_pr-colonial_aos_dias_atuais_.html
Link para download de software de História do Brasil
Esse uso intensivo dos recursos de multimídia permite-lhe usar a obra de acordo com seus interesses. Torna possível, com a mesma facilidade, tanto uma visão sintética de cada período como uma abordagem mais analítica dos assuntos que queira conhecer melhor.
O universo de escolhas é o mais amplo possível. No total, você tem à sua disposição textos equivalentes a um livro de 1500 páginas e uma galeria composta de mais de 2000 imagens, que mostram todos os aspectos da formação do país e de sua sociedade.
A VIAGEM PELA HISTÓRIA DO BRASIL está organizada em doze capítulos, abrangendo desde o início da ocupação humana no atual território brasileiro até o fim do regime militar, em 1985.
Resultado do III Bimestre - CCA+
Neste Link vocês podem baixar ou visualizar o arquivo com o resultado das primeiras atividades do III Bimestre e de quem ficou em Recuperação, para esses últimos, os assuntos são os mesmos do Mini-teste e da Atividade Bimestral. Lembrando que o resultado final e as médias só serão divulgados quando forem lançados os Boletins.
http://www.4shared.com/file/136419084/3a8cecb7/Lista_de_recuperao_e_aprovados_-_III_Bimestre.html
Lembrem-se de entrarem em nossa comunidade do Orkut, em breve faremos algumas atividades avaliativas neste ambiente virtual.
Finalizo este post com um sugestão de como não fazer uma recuperação:
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Morte de Vargas
E este é da época, noticiando a morte do Presidente:
sábado, 29 de agosto de 2009
INDEPENDÊNCIA OU MORTE?
Existem controvérsias a respeito do famoso grito, de acordo com o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, testemunha ocular dos acontecimentos, estes não teriam sido tão glamourosos como narram constantemente. De acordo com a versão do padre, o então príncipe regente retornava de Santos montado em uma mula e sofrendo de problemas gástricos quando recebeu a correspondência, tomando ciência de seu conteúdo, recompôs a farda, jogou e pisoteou os papeis dizendo ao padre, “nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!” arrancando o chapéu e o laço azul e branco simbolizando a autoridade portuguesa dizendo em seguida, “Pelo meu sangue, por minha honra e por Deus, juro fazer a liberdade do Brasil”.
Outras peculiaridades norteiam este acontecimento. Não é rara a presença da obra O grito do Ipiranga nos livros didáticos, reprodução que limita-se a mera corroboração dos acontecimentos e do conteúdo estudado, é como se estivesse sendo dito “olha lá, foi desse jeito, eu disse! Raro sim é a analise contextual e ideológica da obra e os motivos de seu intenso uso.
Partindo do pressuposto que a arte reflete uma época, o método de contextualização é bastante pertinente tanto na pesquisa como no ensino de História, portanto relevante também para a compreensão da História e de uma época. Perguntas então se fazem necessárias: quem produziu tal documento? Que lugar seu promotor ocupa na estrutura social? A quem é dirigida a mensagem de seu documento? A partir de que argumentos organizam seu discurso? O que parece pretender com essa ou aquela afirmação?
Para isso, se faz necessária uma breve biografia do autor. Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843 - 1905) nasce na cidade de Areia na Paraíba. Aos 10 anos, participa como desenhista, da expedição do naturalista francês L.J. Brunet que percorre o Nordeste do país. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1854 e, no ano seguinte, ingressa na Academia Imperial de Belas-Artes. Patrocinado por dom Pedro II, em 1859 viaja à França, onde aperfeiçoa seu estilo com pintores como Ingres, Cogniat e Vernet. Retorna ao Brasil e é nomeado professor da Academia Imperial de Belas-Artes, pinta cenas históricas, bíblicas ou mitológicas, influenciado pela arte academista do século XIX. Entre 1873 e 1885, o pintor vive na Europa e faz várias exposições. De volta ao país, é eleito deputado constituinte em 1890. Morre em Florença, na Itália.
A obra O Grito do Ipiranga, está atualmente exposta no Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), instalado no conjunto do Monumento do Ipiranga. Trata-se de uma pintura histórica encomendada pelo governo de D. Pedro II, já no período de crise do império, afim de exaltar D. Pedro I e rememorar o “nascimento” da nação e do Império.
Pedro Américo que tinha uma estreita relação com o governo, foi encarregado de criar uma versão oficial do ocorrido e para isso fez uma obra enorme medindo 4,15 x 7,6m, inserindo elementos inventados, pintando cavalos imponentes e uniformes impecáveis do agrupamento da Guarda Nacional ( que só é criada em 1831 ). Outros elementos inseridos pelo autor podem ser observados na obra como, o boiadeiro e seu condutor, um viajante e seu escravo, além de uma casa ao fundo inexistente em 1822, construída apenas em 1850. O objetivo do autor era mostrar o processo de independência como um acontecimento que contou com a participação popular nem que seja de maneira passiva, bestializada com o que estava acontecendo ali.
O principal modelo artístico de Pedro Américo e o Romantismo (uma de suas características é o nacionalismo), e essa é a corrente artística do Positivismo, corrente científica que nasce com a sociedade industrial, defendendo a criação e a manutenção de uma ordem para o progresso da Nação. O positivismo que foi o principal modelo técnico-científico, usado inclusive pelas disciplinas escolares, que se apropriou desta obra para ratificar o heroísmo dos que promoveram a independência de uma nova nação e estimular o patriotismo no processo de educacional do “brasileiro”.
Portanto esses eram os interesses do autor, do governo e do sistema educacional, apropriação esta que foi feita desde o período do Império até o governo militar das décadas de 1960 e 1970. Atualmente é revista a sua função como documento, pois nunca foi inocente, apresentando interesses e ideologias de uma época e de um sistema a fim de elaborar uma mentalidade.

terça-feira, 18 de agosto de 2009
UEPB-PREVEST - O período regêncial brasileiro
A situação políticaEm 1831, D. Pedro I abdicou do trono em favor de seu filho Pedro de Alcântara, que tinha apenas 5 anos de idade. Conforme as regras da constituição do império, o Brasil seria governado por um conselho de três regentes, eleitos pelo Legislativo, enquanto Pedro de Alcântara não atingisse a maioridade (idade de 18 anos). O período regêncial foi marcado também por importantes revoltas políticas e sociais que, agitaram a vida do país. Diferentes setores da sociedade (desde os grupos mais ricos até os mais pobres) lutavam pelo poder político.
As regências e os grupos que disputavam o poder
Após a abdicação de D. Pedro I, a vida pública do país foi dominada por três grupos principais que disputavam o poder político: restauradores, liberais moderados e liberais exaltados. Em 1834, D. Pedro morreu em Portugal, aos trinta e seis anos de idade. Com sua morte, teve fim o objetivo do grupo dos restauradores.
No período das regências inúmeras revoltas explodiram pelas províncias brasileiras. Preocupado, o regente Feijó chegou a dizer: "o vulcão da anarquia ameaça devorar o império". Havia muitas razões para tantas revoltas.
A crise socioeconômica
No campo econômico, as exportações brasileiras perdiam preço e mercado. O açúcar de cana sofria a concorrência internacional das Antilhas e dos Estados Unidos (açúcar de beterraba). O algodão, o fumo, o mate e o couro também enfrentavam a forte concorrência de outras áreas produtoras. O ouro era um minério quase esgotado. No campo social, o povo das cidades e do campo levava uma vida miserável. Os alimentos. Os alimentos eram caros. A riqueza e o poder estavam concentrados em mãos dos grandes fazendeiros e comerciantes.
No campo político, havia grande oposição ao autoritarismo do governo central do império. As províncias queriam mais liberdade e autonomia. Queriam o direito de eleger seus próprios presidentes da província. Muitos políticos das províncias pregavam a separação do governo central.
http://www.4shared.com/file/122739611/5b18da80/Tabela_-_Revoltas_do_perodo_regencial.html
Nestes links vocês terão mais informações dos governos, da política e das revoltas regenciais: http://novahistorianet.blogspot.com/2009/01/regncia-e-as-revoltas-regenciais.html
http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/periodo_reg.html
Neste link você pode conhecer um pouco de outras revoltas desse período:
http://www.ahimtb.org.br/c3e.htm
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Guerra Fria - Atividade 9º ano - CCA+

ATIVIDADE ONLINE:
http://prof.francodigi.com/activ_historia/blocosres/frame.htm
Após a devida atividade, você deve copiar o resultado no caderno.
LINKS COM MATERIAL PARA PESQUISA:
http://www.mundoeducacao.com.br/guerra-fria
http://www.suapesquisa.com/guerrafria/
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/historia/guerrafria/
domingo, 2 de agosto de 2009
Atividade de Pesquisa Orientada - 9º ano CCA+
Mais uma vez propondo pesquisas para o engrandecimento do conhecimento, só que agora, faremos com orientações bem definidas e de modo bem mais cooperativo e interativo. Na Webquest (baixem os arquivos nos seguintes links) teremos dicas de sites para realizarmos nossa pesquisa e orientações de como serão feitas as atividades, por isso, leiam com bastante atenção. Até o dia 14 de agosto vocês devem me enviar por e-mail as atividades, assim posso fazer algumas sugestões e dia 20 de agosto teremos as apresentações de todos os grupos.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Ocupação do Interior Paraibano
Porém a ocupação do interior e dos sertões se deu pela necessidade de buscar outras fontes de riqueza e pela efetiva ocupação do território, constantemente ameaçada por estrangeiros e pelos indígenas que resistiam a ocupação de suas terras. Além disso, o incentivo do governo português concedendo sesmarias (lotes de terras) a quem desbravasse o interior, atraia um grande número de aventureiros. Com esse propósito, frentes de ocupação foram criadas, entre elas distingue-se as entradas, bandeiras, missões e criação de gado.
De uma maneira geral as causas das investidas sobre o interior do Brasil foram:
- a busca de ouro e metais preciosos;
- a preação do índio para substituir o negro que se tornava peça cada vez mais cara;
- o espírito aventureiro do português que se sentia atraído pelo desconhecido e pela possivel riqueza que poderiam encontrar, uma idéia bem explicada pelo mito do “El Dourado”. Prestando serviços ao seu rei, sabiam que seriam bem recompensados;
- a facilidade em se obter sesmarias (terras incultas, não povoadas que o rei concedia a quem quisesse e pudesse desbravá-las e povoá-las à sua custa);
- a criação do gado.
- Missões de catequização dos nativos:
Vias de Penetração da Paraíba
A penetração na Paraíba deu-se na metade do século XVII, por três vias distantes e opostas;
- pela subida do rio Paraíba
- pelas nascentes desse rio
- ao longo do Rio Piancó.

Marchando pela Borborema, partindo do Moxotó, alcançavam as cabeceiras do Paraíba, entravam nos Carirís Velhos. Seguindo de leste a oeste pelo curso do Paraíba, em sentido inverso, entravam na mesma zona dos Carirís Velhos. Portanto, vindo do interior baiano e pernambucano subiram para a Paraíba.
Primeiros Desbravadores
Os Oliveira Ledo;
Os Garcia d’Avila (Casa da Torre);
Manoel de Araújo Carvalho.
Os Oliveira Ledo
Antônio De Oliveira Ledo – penetrando no território pelo rio Paraíba, Antônio de Oliveira Ledo fundou o primeiro núcleo de colonização do nosso Estado, numa fenda da Serra de Carnoió, hoje a cidade de Boqueirão. Seguindo Antônio de Oliveira o curso do rio Paraíba, deste passou para o Taperoá e descendo a Borborema, seguindo o rio da Farinha, entrou nas Espinharas. Estacionou “no lugar onde hoje se encontra a cidade de Patos e aí fundou “as sesmarias”. Seguindo o rio Espinharas, Antônio de Oliveira Ledo foi até o Rio Grande (do Norte). Daí regressou para Boqueirão. Quando o capitão-mor da Paraíba soube do grande feito de Antônio, convidou-o a fazer uma entrada Leste-Oeste. E ao chegar no oeste paraibano, Oliveira Ledo encontrou entradistas da Casa da Torre, sem que a capital tivesse conhecimento do fato. Pelo grande feito Antônio de Oliveira Ledo recebeu, em 1682, a Patente de Capitão, de Infantaria da Ordenança do Sertão da Capitania da Paraíba.
Constantino De Oliveira Ledo – continuou o trabalho do seu tio Antônio. Já o tinha acompanhado desde sua primeira entrada, como também na viagem empreendida de leste para o oeste. Recebeu a alta patente de Capitão-Mor das Fronteiras das Piranhas, Carirís e Piancós. Quando Constantino recebeu essa alta patente, os tapuias estavam sublevados. Enfrentou os índios em guerra e arriscou várias vezes sua própria vida. Faleceu em 1694. O posto foi ocupado pelo seu irmão Teodósio.
Teodósio De Oliveira Ledo – é considerado o mais cruel dos desbravadores. Foi incansável na sua luta para a dominação dos Tapuias. Em 1697, aldeiou os ariús numa grande campina, local onde hoje é Campina Grande. Em 1698, percorreu pleno território selvagem. Penetrou nos sertões de Piancó e em Pau Ferrado, acampou. Daí marchou na direção Oeste e chegou até o Rio Grande do Norte (Apodi). Voltou para as Piranhas, fundou um Arraial para segurança dos seus moradores, que criavam gado na região.
A linha de Penetração de Teodósio teve seu ponto terminal, no lugar onde hoje se ergue a cidade de Pombal, cujo local chamava-se antigamente de Povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Piancó. A povoação de Bom Sucesso de Piancó compreendia a região. Piancó, não se refere ao rio mas a toda região.
Em torno dessa figura se criou o mito do grande herói desbravador, civilizador e cristianizador do que teria fundado Campina Grande, esse mito está presente na narrativa de alguns escritores que acabam perpetuando essa idéia, exemplo disso é o trecho de um trabalho dos alunos de uma escola de Campina Grande que diz:
“Assim podemos observar que Teodósio de Oliveira Ledo consolidou a Conquista do Sertão. Pagou um preço muito alto porque para muitos ele foi cruel no extermínio dos tapuias. Na época porém, havia outra solução? Os índios amavam demais à sua terra e por ela matavam ou morriam e é muito fácil fazermos uma idéia do que seja mil ou milhares de tapuias sublevados.”
Francisco Dias d’Avila – era sucessor de Pe. Antônio Pereira e Senhor da Torre, protegido de Tomé de Sousa, estabeleceu, de início, os seus currais na Bahia. Depois suas fazendas de gado se espalharam pelo rio São Francisco e chegaram até o Piauí. Talvez o maior dos latifundiário do Brasil. Os senhores da Torre, foram os pioneiros na parte ocidental da nossa capitania, mas não se fixaram nessa região, arrendaram ou doaram suas terras nas ribeiras dos Rios Piancó, Peixe e Piranhas de Cima.
Manoel De Araújo Carvalho - veio pelo Pageú e após um ano de combate aos índios, passou para o Rio das Piranhas, encontrando aí Teodósio de Oliveira Ledo, que estava em guerra com os índios panatís. Vencidos esses indígenas, Manoel de Araújo encaminhou-se para os sertões do Rio do Peixe e Piancó. Essa empresa custou três anos. Depois de várias lutas e com grande diplomacia o coronel Araújo vence os índios, tornando-se assim o grande responsável pela Conquista do Piancó. Foi nomeado Juiz para essa região e exerceu o cargo durante nove anos.
Conseqüências do Desbravamento do Sertão
Guerra dos Carirís
Os índios sempre travaram lutas com os portugueses e por diferentes causas no período colonial. A guerra dos Carirí foi a mais longa. A guerra começou declaradamente em 1687, porém de longa data. Desde que João Fernandes Vieira em 1657, governava a Paraíba, para se vingar dos tapuias que, aliados aos holandeses, lutaram contra portugueses que puseram a ferro dois filhos do principal dos Tapuias. E os índios jamais iriam esquecer tamanha afronta.
Começou a guerra no Rio Grande do Norte, contra os fazendeiros criadores que tinham as suas propriedades assaltadas e devastadas pelos tapuias, que assassinavam os seus moradores e incendiavam as fazendas.
Em 1687, o Governador Geral, Matias da Cunha, enviou recursos para debelar a luta: vieram os bandeirantes paulistas, já afeitos às lutas contra índios. Foram eles: Matias Cardoso e Domingos Jorge Velho. Conflito que foi amenizado em 1692. Aliás, caso inesperado, a mais imprevista das reconciliações: Um português, João Pais Florião, apaixonou-se por uma índia, filha do maioral Nhongue, cunhado do “rei Canindé” e, com palavras amigas, conseguiu que os índios pedissem a paz. Enviaram embaixadas à Bahia dirigida pelo dito Florião. O governador recebeu com festas, em abril de 1692, e como entre potências, pactuaram a paz perpétua. Enquanto o rei Canindé viveu, honrou a sua palavra mas após a sua morte a luta se reascenderia.
No Ceará a conflito teve continuidade a partir de 1694 após à morte do rei Canindé, onde os nativos juntaram-se às outras tribos e recomeçaram a luta que se estendeu por todas as capitanias, isto é, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba. Em 1704, o Rio Grande do Norte foi pacificado. No Ceará ainda houve lutas mas após 1713 considerou-se encerrada a Guerra dos Bárbaros ou Confederação dos Carirí, ou ainda, a Guerra do Açu.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Mentalidade e Anacronismo

