sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Criança, a alma do negócio (Brasil)


Por que seu filho sempre pede um brinquedo novo? Por que minha sua quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que seu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que vc comprou maquiagem para sua filha se ela só tem cinco anos? Por que seu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que vc não consegue dizer não? Ele pede, vc compra e mesmo assim seu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo? Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Versão reduzida do vídeo:



Link para download completo do filme "Criança a Alma do Negócio":

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Compartilho com todos essa leitura

Nas minhas pesquisadas encontrei esse texto (indicação no final), eu seria irresponsável se não compartilhasse com vocês.

"Certamente se Gilberto Freire, sociólogo e cientista político, nascido no Recife em 15 de março de 1900, e falecido em 18 de setembro de 1987, estivesse vivo nos dias atuais teria dado continuidade a duas das suas mais significantes obras: Casa-grande & Senzala e Sobrados & Mocambos. E com certeza lançaria Refavela.

Em Casa-grande & Senzala, livro publicado no Rio de Janeiro em dezembro de 1933, Gilberto Freire faz uma abordagem inovadora da vida familiar, dos costumes públicos e privados, das mentalidades e das inter-relações étnicas que revelam um painel envolvente e instigante da formação brasileira no período colonial. Da arquitetura real e imaginária da casa-grande e dos fluxos e refluxos do cotidiano da família patriarcal, emergiram traços da convivência feita de intimidade e dominação entre senhores e escravos e entre brancos, pretos e índios que marcaram para sempre a sociedade brasileira.

Anos depois, também no Rio de Janeiro, Freie publicou outro ensaio que trata da relação de poder e hierarquia social que existia entre os senhores de engenho e escravos. Em 1936, ele publica o livro que é uma continuação da série iniciada com Casa-Grande & Senzala: Sobrados e Mocambos. Nesse livro, o sociólogo e cientista político avalia o declínio do patriarcalismo rural do século XIX. Enfraquecida pelo declínio da escravidão e pressionada pelas forças da modernidade que vem de fora, a aristocracia se vê obrigada a trocar a casa-grande pelos sobrados urbanos, enquanto seus ex-escravos saem das senzalas e instalam-se nos casebres de barro e palha dos bairros pobres das cidades.

Após quase sete décadas da publicação de Casa-Grande & Senzala e Sobrados & Mocambos, essas obras continuam repercutindo no imaginário acadêmico não apenas nacionalmente como também no exterior. Os livros, como queria o autor, se mantêm vivos e contemporâneos, mostrando a relação de poder nos sistemas político, administrativo, social, religioso e cultural do povo brasileiro. As publicações ainda se consagram como obras fundamentais do pensamento da sociedade no Brasil.

Atualmente, as relações de poder continuam as mesmas. Por um lado, o senhor de engenho passou a ser o empresário detentor dos meios de produções se refugiando nos edifícios da alta sociedade. Por outro, existem os empregados que deixaram de ser “escravos” e passaram a vender a sua mão-de-obra para os patrões, onde habitam nas margens dos rios com suas palafitas.

Com isso, percebe-se facilmente que a dicotomia de relação de poder e hierarquização político-social existente entre senhor e escravo, patrão e empregado continua acesa no imaginário de ambos e incrustada no mais profundo sentimento humano, mostrado que, embora os tempos mudem e as situações também, o sentimento humano de dominação e superioridade em relação ao outro continua, pois o que muda, de fato, são as categorias. Os atores sociais continuam os mesmos.

Por isso, Refavela é um vídeo documentário que foi realizado a partir de ensaio fotográfico produzido entre os anos 2006 a 2008 na favela Abençoada por Deus, comunidade da Vila Santa Luzia, no bairro da Torre, região periférica do Recife-PE. Este trabalho visa colocar em questão e evidenciar a relação de poder existente entre os edifícios e palafitas, um ensaio baseado nas obras Casa-Grande & Senzala e Sobrados & Mocambos, de Gilberto Freire, sociólogo e cientista político que teve a sensibilidade científica de registrar em seus ensaios a realidade hierárquica brasileira de séculos passados e que se perpetua ate os dias atuais."

FONTE: Texto retirado do blog "Grafiola Comunicação".

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Apostila de História da Paraíba - download

Baixe a apostila de História da Paraíba
http://www.4shared.com/file/99040775/14c90e80/Histria_da_Paraba__do_perodo_pr-colonial_aos_dias_atuais_.html

Link para download de software de História do Brasil

Essa dica é quentíssima, no CD-ROM VIAGEM PELA HISTÓRIA DO BRASIL (8,874 KB) os recursos de multimídia foram empregados não só para o seu prazer e entretenimento, mas também para que você possa se aprofundar nos temas tratados.

Esse uso intensivo dos recursos de multimídia permite-lhe usar a obra de acordo com seus interesses. Torna possível, com a mesma facilidade, tanto uma visão sintética de cada período como uma abordagem mais analítica dos assuntos que queira conhecer melhor.

O universo de escolhas é o mais amplo possível. No total, você tem à sua disposição textos equivalentes a um livro de 1500 páginas e uma galeria composta de mais de 2000 imagens, que mostram todos os aspectos da formação do país e de sua sociedade.

A VIAGEM PELA HISTÓRIA DO BRASIL está organizada em doze capítulos, abrangendo desde o início da ocupação humana no atual território brasileiro até o fim do regime militar, em 1985.

Resultado do III Bimestre - CCA+

Saudações para todos e todas do CCA+

Neste Link vocês podem baixar ou visualizar o arquivo com o resultado das primeiras atividades do III Bimestre e de quem ficou em Recuperação, para esses últimos, os assuntos são os mesmos do Mini-teste e da Atividade Bimestral. Lembrando que o resultado final e as médias só serão divulgados quando forem lançados os Boletins.

http://www.4shared.com/file/136419084/3a8cecb7/Lista_de_recuperao_e_aprovados_-_III_Bimestre.html


Lembrem-se de entrarem em nossa comunidade do Orkut, em breve faremos algumas atividades avaliativas neste ambiente virtual.


Finalizo este post com um sugestão de como não fazer uma recuperação:


Abraços em todos e todas

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Morte de Vargas

No dia 23 de agosto de 1954, Getúlio Vargas mandou avisar, através do jornal “Última Hora”, o único que não aderira à campanha contra seu governo: “Só saio morto do Catete”. A UDN e Carlos Lacerda - que queriam depor o presidente - acreditaram que era um blefe. No dia 24 de agosto de 1954 há 55 anos, Vargas cumpriu a promessa: deu um tiro no peito. Veja neste link a Carta Testamento do Presidente Getúlio Vargas e um resumo de sua trajetória.
Este vídeo também conta a trajetória de Vargas desde a "Revolução de 30":



E este é da época, noticiando a morte do Presidente:




sábado, 29 de agosto de 2009

INDEPENDÊNCIA OU MORTE?

UMA LEITURA DA OBRA DE PEDRO AMÉRICO

Existem controvérsias a respeito do famoso grito, de acordo com o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, testemunha ocular dos acontecimentos, estes não teriam sido tão glamourosos como narram constantemente. De acordo com a versão do padre, o então príncipe regente retornava de Santos montado em uma mula e sofrendo de problemas gástricos quando recebeu a correspondência, tomando ciência de seu conteúdo, recompôs a farda, jogou e pisoteou os papeis dizendo ao padre, “nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!” arrancando o chapéu e o laço azul e branco simbolizando a autoridade portuguesa dizendo em seguida, “Pelo meu sangue, por minha honra e por Deus, juro fazer a liberdade do Brasil”.





Outras peculiaridades norteiam este acontecimento. Não é rara a presença da obra O grito do Ipiranga nos livros didáticos, reprodução que limita-se a mera corroboração dos acontecimentos e do conteúdo estudado, é como se estivesse sendo dito “olha lá, foi desse jeito, eu disse! Raro sim é a analise contextual e ideológica da obra e os motivos de seu intenso uso.

Partindo do pressuposto que a arte reflete uma época, o método de contextualização é bastante pertinente tanto na pesquisa como no ensino de História, portanto relevante também para a compreensão da História e de uma época. Perguntas então se fazem necessárias: quem produziu tal documento? Que lugar seu promotor ocupa na estrutura social? A quem é dirigida a mensagem de seu documento? A partir de que argumentos organizam seu discurso? O que parece pretender com essa ou aquela afirmação?

Para isso, se faz necessária uma breve biografia do autor. Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843 - 1905) nasce na cidade de Areia na Paraíba. Aos 10 anos, participa como desenhista, da expedição do naturalista francês L.J. Brunet que percorre o Nordeste do país. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1854 e, no ano seguinte, ingressa na Academia Imperial de Belas-Artes. Patrocinado por dom Pedro II, em 1859 viaja à França, onde aperfeiçoa seu estilo com pintores como Ingres, Cogniat e Vernet. Retorna ao Brasil e é nomeado professor da Academia Imperial de Belas-Artes, pinta cenas históricas, bíblicas ou mitológicas, influenciado pela arte academista do século XIX. Entre 1873 e 1885, o pintor vive na Europa e faz várias exposições. De volta ao país, é eleito deputado constituinte em 1890. Morre em Florença, na Itália.

A obra O Grito do Ipiranga, está atualmente exposta no Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), instalado no conjunto do Monumento do Ipiranga. Trata-se de uma pintura histórica encomendada pelo governo de D. Pedro II, já no período de crise do império, afim de exaltar D. Pedro I e rememorar o “nascimento” da nação e do Império.

Pedro Américo que tinha uma estreita relação com o governo, foi encarregado de criar uma versão oficial do ocorrido e para isso fez uma obra enorme medindo 4,15 x 7,6m, inserindo elementos inventados, pintando cavalos imponentes e uniformes impecáveis do agrupamento da Guarda Nacional ( que só é criada em 1831 ). Outros elementos inseridos pelo autor podem ser observados na obra como, o boiadeiro e seu condutor, um viajante e seu escravo, além de uma casa ao fundo inexistente em 1822, construída apenas em 1850. O objetivo do autor era mostrar o processo de independência como um acontecimento que contou com a participação popular nem que seja de maneira passiva, bestializada com o que estava acontecendo ali.

O principal modelo artístico de Pedro Américo e o Romantismo (uma de suas características é o nacionalismo), e essa é a corrente artística do Positivismo, corrente científica que nasce com a sociedade industrial, defendendo a criação e a manutenção de uma ordem para o progresso da Nação. O positivismo que foi o principal modelo técnico-científico, usado inclusive pelas disciplinas escolares, que se apropriou desta obra para ratificar o heroísmo dos que promoveram a independência de uma nova nação e estimular o patriotismo no processo de educacional do “brasileiro”.

Portanto esses eram os interesses do autor, do governo e do sistema educacional, apropriação esta que foi feita desde o período do Império até o governo militar das décadas de 1960 e 1970. Atualmente é revista a sua função como documento, pois nunca foi inocente, apresentando interesses e ideologias de uma época e de um sistema a fim de elaborar uma mentalidade.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

UEPB-PREVEST - O período regêncial brasileiro

A situação política
Em 1831, D. Pedro I abdicou do trono em­ favor de seu filho Pedro de Alcântara, que tinha apenas 5 anos de idade. Conforme as regras da constituição do império, o Brasil seria governado por um conselho de três regentes, eleitos pelo Legislativo, enquanto Pedro de Alcântara não atingisse a maioridade (idade de 18 anos). O período regêncial foi marcado também por importantes revoltas políticas e sociais que, agitaram a vida do país. Diferentes setores da sociedade (desde os grupos mais ricos até os mais pobres) lutavam pelo poder político.

As regências e os grupos que disputavam o poder
Após a abdicação de D. Pedro I, a vida pública do país foi dominada por três grupos principais que disputavam o poder político: restauradores, liberais moderados e liberais exaltados. Em 1834, D. Pedro morreu em Portugal, aos trinta e seis anos de idade. Com sua morte, teve fim o objetivo do grupo dos restauradores.

Com a morte de D. Pedro I em 1834, o grupo dos restauradores se dissolveu, fundindo-se com os moderados. Por volta de 1837, o grupo dos liberais moderados dividiu-se em duas grandes alas: os progressistas que criariam o Partido Liberal e os regressistas que dariam origem ao Partido Conservador. Eles passaram a disputar o Centro do poder. Por essa época, os restauradores e os liberais exaltados já tinham perdido grande parte de sua influência política.

As revoltas Provinciais: crise e autoritarismo
No período das regências inúmeras revoltas explodiram pelas províncias brasileiras. Preocupado, o regente Feijó chegou a dizer: "o vulcão da anarquia ameaça devorar o império". Havia muitas razões para tantas revoltas.

A crise socioeconômica
No campo econômico, as exportações brasileiras perdiam preço e mercado. O açúcar de cana sofria a concorrência internacional das Antilhas e dos Estados Unidos (açúcar de beterraba). O algodão, o fumo, o mate e o couro tam­bém enfrentavam a forte concorrência de outras áreas produtoras. O ouro era um minério quase esgotado. No campo social, o povo das cidades e do campo levava uma vida miserável. Os alimentos. Os alimentos eram caros. A riqueza e o poder estavam concentrados em mãos dos grandes fazendeiros e comerciantes.

O autoritarismo e a falta de autonomia
No campo político, havia grande oposição ao autoritarismo do governo central do império. As províncias queriam mais liberdade e autonomia. Queriam o direito de eleger seus próprios presidentes da província. Muitos políticos das províncias pregavam a separação do governo central.

Baixem aqui a tabela com o resumo das principais Revoltas Regenciais:
http://www.4shared.com/file/122739611/5b18da80/Tabela_-_Revoltas_do_perodo_regencial.html

Nestes links vocês terão mais informações dos governos, da política e das revoltas regenciais: http://novahistorianet.blogspot.com/2009/01/regncia-e-as-revoltas-regenciais.html

http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/periodo_reg.html

Neste link você pode conhecer um pouco de outras revoltas desse período:
http://www.ahimtb.org.br/c3e.htm

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Guerra Fria - Atividade 9º ano - CCA+

A história dos últimos 50 anos do nosso século foi inteiramente condicionada pelos resultados da 2ª Guerra Mundial, quando em 1945, depois de 6 anos batalhas em quase todos os continentes da terra, a Grande Aliança (os E.U.A a GB. e a URSS) conseguiu vencer o Eixo (a Alemanha nazista, a Italia fascista e o Japão do micado). No final, depois de ter-se dissipado a fumaça e em meios aos escombros que cobriam 50 milhões de mortos, restaram apenas duas potências, logo chamadas, com toda a razão, de superpotências: os Estados Unidos da América e a União Soviética.


A Guerra Fria foi um conflito teórico que ocorreu pouco depois da Segunda Guerra Mundial, entre os Estados Unidos e a União Soviética. Este conflito se iniciou quando as duas potências tentaram influenciar outros países acerca de seus sistemas políticos, econômicos e militares. A União Soviética buscava implantar o socialismo em outros países para que pudessem expandir a igualdade social, enquanto os Estados Unidos tentavam influenciar outros países com o sistema capitalista que se baseava na democracia e na economia de mercado.


O Muro de Berlim foi uma realidade e um símbolo da divisão da Alemanha em duas entidades estatais, a República Federal da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA). Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: Berlim Ocidental (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América; e Berlim Oriental (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético (ver mapa aqui). Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.


Muro de Berlim em 1986. Click aqui para ver mais fotos sobre o Muro de Berlim, fotos da época, de sua rerrubada e de como está hoje.


ATIVIDADE ONLINE:
http://prof.francodigi.com/activ_historia/blocosres/frame.htm
Após a devida atividade, você deve copiar o resultado no caderno.


LINKS COM MATERIAL PARA PESQUISA:
http://www.mundoeducacao.com.br/guerra-fria
http://www.suapesquisa.com/guerrafria/
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/historia/guerrafria/

Laika: o primeiro ser vivo terrestre a ir ao espaço.


Vocês lembram da cadelinha Laika? o primeiro ser vivo a ir ao espaço? Vocês me perguntaram o que aconteceu depois com essa linda cachorrinha da foto? Pois eu pensei nisso esses dias, e descobri o quão triste foi o destino de Laika!

Laika era uma cadela que vivia solta nas ruas de Moscou, pesava aproximadamente seis quilos e tinha três anos de idade quando foi capturada para o programa espacial soviético. Originalmente a chamaram Kudryavka (risadinha), depois Zhuchka (bichinho), e logo Limonchik (limãozinho), para finalmente chamá-la Laika. Os cães capturados eram mantidos num centro de investigação, e três deles foram treinados para a missão: Laika, Albina e Mushka.Albina foi lançada duas vezes em um foguete para provar sua resistência nas grandes alturas, e Mushka foi utilizada para o teste da instrumentação e dos equipamentos de suporte vital. Laika foi selecionada para participar da missão orbital, e Albina como a principal substituta.
Durante o treinamento, a adaptação dos animais ao confinado exigiu que permanecessem em compartimentos cada vez menores por até vinte dias. O confinamento forçado provocou distúrbios nas funções excretoras dos animais e deteriorando sua condição física geral.O Sputnik II foi lançado em 3 de novembro de 1957. Os sinais vitais da Laika eram seguidos por controle em terra. Ao alcançar a máxima aceleração depois da decolagem, o ritmo respiratório do animal aumentou de três a quatro vezes em relação ao normal, e a freqüência cardíaca passou de 103 a 240 batimentos por minuto. Ao alcançar a órbita, a ponta cônica do Sputnik II desprendeu-se com sucesso. A outra seção da nave que deveria desprender-se não o fez, impedindo que o sistema do controle térmico funcionasse corretamente. Parte do isolamento térmico desprendeu-se, permitindo que a cápsula alcançasse uma temperatura interior de 40 °C.
Após três horas de micro-gravidade, o pulso de Laika havia descido a 102 batimentos por minuto; esta descida na freqüência cardíaca havia tomado três vezes mais tempo que o experimentado durante o treinamento, o que indicava o alto estresse da cadela. A recepção de dados vitais parou entre cinco e sete horas depois da decolagem.No entanto, a informação que Moscou deu dizia que o animal se comportava em calma em seu vôo espacial, e que em poucos dias Laika desceria à Terra. Todo mundo acreditava que o animal levava alimento suficiente, e muitas pessoas esperavam o regresso de Laika.

O Sputnik II não estava preparado para regressar à Terra de forma segura, pelo que já se sabia que Laika não sobreviveria à viagem. Os cientistas soviéticos planejaram dar-lhe comida envenenada, que Laika consumiria depois de dez dias. Durante anos, a União Soviética deu explicações contraditórias sobre a morte de Laika, dizendo que a cadela havia morrido por asfixia quando as baterias falharam, ou que haviam feito eutanásia conforme os planos originais. Em outubro de 2002, o cientista Dimitri Malashenkov, que participou no lançamento do Sputnik II, revelou que Laika havia morrido entre cinco e sete horas depois da decolagem, devido ao estresse e superaquecimento. Ele declarou, num artigo que apresentou no Congresso Mundial do Espaço em Houston: "Foi praticamente impossível criar um controle de temperatura confiável em tão pouco tempo".

O Sputnik II finalmente explodiu (junto com os restos de Laika) ao entar em contato com a atmosfera, em 14 de abril de 1958, após 163 dias e 570 órbitas em volta da Terra.A deliberada morte de Laika desencadeou um debate mundial sobre o maltrato aos animais e os avanços científicos à custa de testes com animais. Embora vários animais já houvessem morrido em missões dos Estados Unidos nos nove anos anteriores ao Sputnik II, Laika foi o primeiro animal enviado ao espaço sem esperanças de ser recuperado.

No Reino Unido, a Liga Nacional de Defesa Canina (NCDL, atualmente Fundação para os Cães) pediu para os donos de cães guardarem um minuto de silêncio em honra a Laika. Vários grupos protetores dos direitos animais protestaram em frente das embaixadas soviéticas.Somente em 1988 que Oleg Gazenko, um dos cientistas responsáveis por mandar Laika ao espaço, expressou remorso por permitir a morte dela: "Quanto mais tempo passa, mais lamento o sucedido. Não deveríamos ter feito isso.... nem sequer aprendemos o suficiente desta missão, para justificar a perda do animal".

Homenagem
Em 11 de abril de 2008 foi inaugurado um monumento em honra à cadela Laika no centro de Moscou. A figura de bronze, de dois metros de altura, representa um dos segmentos de um foguete espacial, que se transforma em uma mão humana, sobre a qual está o corpo de Laika.
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Não sei vocês, mas eu, como amante inveterado de cahorros, fiquei muito triste e pensando o quanto foi inútil para nós o sacrifício da cadelinha Laika e de tantos outros animais. Afinal, toda essa "corrida espacial" serviu apenas para manter os interesses políticos tanto da URSS quanto dos EUA, me pergunto então qual foi a benfeitoria dessas atividades para a vida na terra (sejam de humanos ou de qualquer outro ser vivo) .

domingo, 2 de agosto de 2009

Atividade de Pesquisa Orientada - 9º ano CCA+

Olá para todos do 9ºANO

Mais uma vez propondo pesquisas para o engrandecimento do conhecimento, só que agora, faremos com orientações bem definidas e de modo bem mais cooperativo e interativo. Na Webquest (baixem os arquivos nos seguintes links) teremos dicas de sites para realizarmos nossa pesquisa e orientações de como serão feitas as atividades, por isso, leiam com bastante atenção. Até o dia 14 de agosto vocês devem me enviar por e-mail as atividades, assim posso fazer algumas sugestões e dia 20 de agosto teremos as apresentações de todos os grupos.

Links para baixar